domingo, 11 de dezembro de 2016

Se o Bob Dylan escrevesse sobre Pressupostos Processuais

Aproveitando a ocasião da atribuição do Prémio Nobel da Literatura ao cantor Bob Dylan pelas letras das músicas que compõe, achei indicado trazer alguma música a este blog e, ao mesmo tempo, mostrar quanta poesia e melodia se pode extrair do Contencioso Administrativo.

                                   [carregar no Play para ouvir a música]

Pressuposto ou não? Eis a questão

Que melhor forma de arranjar a solução
P’ra mais um trauma do passado tão longínquo
É que só mesmo na nossa Administração
É que se encontra discussão que não faz nenhum sentido

[Refrão]
Onde já vai, o tempo em que se exigia
Que p’ra se impugnar um acto
Se obrigasse à hierarquia
Naquele tempo, pressuposto era o tal
Que tantos autores chamaram
Definitividade vertical

E foi então que surgiu a revisão
Que vem mudar o acto administrativo
Deixou de ser definitivo e executório
E o debate em (19)89 ficou mais aleatório

Surgiu aqui uma sábia minoria
Que defendeu que era inconstitucional
Ter de esgotar a via administrativa
Para que assim se pudesse recorrer ao tribunal

Refrão

2004 foi ano que decidiu
Que a hierarquia não era regra geral
Ainda assim deixou aquele fantasma
Porque conseguiu manter como regra especial

Em 2015 resolveu-se a situação
De acabar com o pressuposto processual
Não sei se foi por esquecimento ou se não
Mas o nosso CPTA não previu tal situação

Refrão


Nota: o tom resumido e, eventualmente, alguma expressão menos precisa devem-se à liberdade poética e à métrica, sem as quais seria impossível compor tamanha obra.


Mª Francisca Mello Vieira, nº 140113122


Sem comentários:

Enviar um comentário