Aproveitando a ocasião da
atribuição do Prémio Nobel da Literatura ao cantor Bob Dylan pelas letras das
músicas que compõe, achei indicado trazer alguma música a este blog e, ao mesmo
tempo, mostrar quanta poesia e melodia se pode extrair do Contencioso Administrativo.
[carregar no Play para ouvir a música]
Pressuposto ou não? Eis a questão
Que melhor forma de arranjar a
solução
P’ra mais um trauma do passado
tão longínquo
É que só mesmo na nossa
Administração
É que se encontra discussão que
não faz nenhum sentido
[Refrão]
Onde já vai, o tempo em que se
exigia
Que p’ra se impugnar um acto
Se obrigasse à hierarquia
Naquele tempo, pressuposto era o
tal
Que tantos autores chamaram
Definitividade vertical
E foi então que surgiu a revisão
Que vem mudar o acto
administrativo
Deixou de ser definitivo e
executório
E o debate em (19)89 ficou mais
aleatório
Surgiu aqui uma sábia minoria
Que defendeu que era
inconstitucional
Ter de esgotar a via
administrativa
Para que assim se pudesse
recorrer ao tribunal
Refrão
2004 foi ano que decidiu
Que a hierarquia não era regra
geral
Ainda assim deixou aquele
fantasma
Porque conseguiu manter como
regra especial
Em 2015 resolveu-se a situação
De acabar com o pressuposto
processual
Não sei se foi por esquecimento
ou se não
Mas o nosso CPTA não previu tal
situação
Refrão
Nota: o tom resumido e, eventualmente, alguma expressão menos
precisa devem-se à liberdade poética e à métrica, sem as quais seria impossível
compor tamanha obra.
Mª Francisca Mello Vieira, nº 140113122
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